Toda vez que assistimos aos resultados das pesquisas eleitorais (seja como membro de algum grupo político ou como eleitor), uma dúvida vem à nossa cabeça: será que devemos confiar nos dados apresentados nos levantamentos em relação aos candidatos a um cargo público?

Afinal, há casos de pesquisas para presidente em que cerca de três mil pessoas são escutadas dentro de um universo eleitoral de mais de 100 milhões de pessoas. Além disso, sempre há reclamações dos partidos políticos e candidatos que estão em má posição nas disputas eleitorais. As acusações vão desde distorções na forma de coleta de dados até má fé na hora da divulgação.

Apesar destes argumentos contrários em relação à confiabilidade das pesquisas eleitorais, o Instituto PHD vai mostrar no artigo de hoje que estes dois argumentos não são válidos para tirar o crédito de uma pesquisa eleitoral formulada com boa metodologia de amostragem, boa coleta de dados e apuração feita de forma correta.

funcionamento das pesquisas eleitorais

O primeiro argumento dos críticos das pesquisas eleitorais é em relação ao baixo número de pessoas que respondem as enquetes de intenção de voto. As pesquisas eleitorais são pensadas justamente para dar conta de cobrir quantitativamente o eleitorado brasileiro. Mesmo sendo um número pequeno de eleitores, eles são estatisticamente representativos para a população de estudo. Isto por causa da formulação de uma amostra confiável e suficientemente aleatória.

Explicando melhor: a metodologia de amostragem cria um retrato do eleitorado brasileiro através de aspectos que podem ser geográficos, etnográficos, de gênero, entre outros tipos. Com isso, o instituto de pesquisas chega a um número de perfis de pessoas para serem entrevistadas em diversos locais do Brasil.

Ex: A pesquisa eleitoral está na cidade de Fortaleza e neste local 70% da população é da Classe C e 55% é do sexo feminino. As pesquisas terão de se manter nesta média na hora das enquetes para poder fazer uma boa representação dos moradores da cidade. E, de fato, é o que ocorre quando o estudo é feito de forma correta. A estatística não erra, ela apresenta os dados e a probabilidade de erro.

Outro argumento é em relação aos resultados em si: eles poderiam sofrer distorções para beneficiar alguns candidatos. Este tipo de argumento soa mais como tentativa política de desestabilizar os adversários ou minimizar as conclusões de uma pesquisa. A prova de que as pesquisas dificilmente erram está no número de erros em pesquisas eleitorais na história. Eles são muito pequenos.

Mas aí você pergunta: então as pesquisas eleitorais não erram? A resposta é sim, elas erram, mas erram literalmente o tanto que você quiser. Tanto que todas as pesquisas mostram uma margem de erro, que é a variação para mais ou menos que cada índice pode ter. Quanto mais bem feita a metodologia de amostragem e mais plural for o levantamento, menor será este índice. Por isso é tão importante ter um bom instituto de pesquisas para fazer o levantamento de dados eleitorais.

Se tiver mais dúvidas em relação a pesquisas eleitorais, entre em contato com o Instituto PHD.