3 mitos sobre acreditar ou não acreditar nos resultados de Pesquisas Eleitorais

Vai chegando a época das eleições e os debates em relação aos levantamentos estatísticos vão ficando mais acirrados, como sempre! Apesar do número de descrentes ter diminuído com o passar dos anos e os institutos de pesquisa terem se consolidado, ainda há algumas pessoas que dizem não acreditar nas pesquisas eleitorais. E de vez em quando as discussões voltam à tona através dos próprios políticos. Mas e aí? Você deve acreditar ou não nas pesquisas eleitorais?

Devo acreditar nas pesquisas eleitorais?

Hoje vamos expor alguns argumentos utilizados pelas pessoas que dizem que todas as pesquisas eleitorais são “furadas”. Dentre eles estão o que nem todas as pessoas são entrevistadas, que os institutos de pesquisa podem manipular o resultado de uma pesquisa, e que de vez em quando as pesquisas acabam errando os resultados finais das eleições. Vamos discutir brevemente sobre cada um destes argumentos agora:

1 – Como uma pesquisa pode ser válida se nem todas as pessoas são entrevistadas?

A resposta para esta questão está na metodologia da pesquisa. Para fazer qualquer tipo de levantamento quantitativo que precisaria ouvir um grande número de pessoas, é realizado um cálculo que permite a criação de uma amostragem (percentual de perfis de pessoas que vale por um todo). Claro que, se fosse possível, sempre ouviríamos a opinião de todas as pessoas, mas isso obviamente é inviável por uma questão de tempo e dinheiro. Mas acreditem: a estatística é uma ciência que, se aplicada da forma correta, retorna resultados suficientemente (e incrivelmente) precisos.

Ilustração de amostragem aleatóriaEsta amostragem é criada com base científica e permite que se tenha noção da totalidade , mesmo falando apenas com certo número de pessoas. O exemplo da pesquisa para presidente é bem ilustrativo: normalmente são ouvidas 3 a 4 mil pessoas em um universo de mais de 100 milhões de eleitores, e raramente há erros nos resultados, exceto, é claro, os já estimados a priori. Os dois dois links abaixo explicam melhor  o assunto.

Veja mais sobre escolha de amostragem

Porque nunca fui entrevistado em uma pesquisa

2 – Institutos de pesquisa podem manipular os resultados de uma pesquisa.

Institutos manipulam pesquisas eleitorais?

Esta questão é bem polêmica. Este argumento baseado na confiabilidade segue a teoria de que as pesquisas eleitorais poderiam influenciar o voto dos eleitores. E para ganhar as eleições, alguns grupos políticos fariam com que institutos de pesquisa manipulassem resultados das pesquisas eleitorais. Porém, na  realidade, mesmo que existisse esta vontade por parte dos institutos, seria difícil realizar esta manipulação.

Normalmente, diversos órgãos trabalham com pesquisas eleitorais. Seria muito fácilidentificar algum instituto de pesquisa que tivesse resultados fora da realidade. E para estes casos, o TSE aplica multas pesadíssimas. Não valeria a pena nem para candidatos, nem para institutos de pesquisas fazer tal jogada.

E como saber se posso confiar?

Infelizmente existem casos de manipulação, e na maioria das vezes, por incrível que pareça, é fácil identificar uma empresa fraudulenta.

SEMPRE, ao se deparar com um resultado de pesquisas eleitorais, busque entender sua metodologia, tamanho amostral, formas de abordagem, data da coleta, etc. A recomendação é sempre pesquisar o histórico do instituto, (há empresas que surgem em anos eleitorais e desaparecem depois dos resultados das urnas) verificar se ele tem cadastro no TSE e no Conselho Regional de Estatística. Tais informações aumentarão as chances de você saber se o instituto é idôneo.

Dica: confie em resultados de institutos de pesquisa que são filiados ao Conselho Regional de Estatística – CONRE, e que tenham cadastro no TSE, como é o caso do Instituto PHD.

3 – Ás vezes, institutos erram as pesquisas eleitorais.

Tese furada. É mais raro do que se imagina um instituto de pesquisa errar um resultado de eleição. O que acontece em relação a erros em pesquisa normalmente está na margem estipulada (os famosos pontos percentuais para mais ou para menos) no resultado das pesquisas. Quando uma pesquisa é conduzida seriamente, e com a metodologia bem aplicada, não há como errar.

Fora isso, o que pode acontecer é mudança de opinião do eleitorado. Ou seja, institutos sérios, e com estatísticos devidamente capacitados não erram como os críticos falam.

 

 

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